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Melancolício
Encontro desperdício por toda parte
mas o que mais me angustia
é o desperdício
das minhas próprias palavras.
Escrito por sandrinha às 23h34
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Bucareste
Bucareste
Buc 
Buc 
Buca
Buca Buca
Bucareste
reste
reste
está no este
está no leste
Bucareste está no leste
-------------------------------------------------------------------------------------------------------- "tô chegando lá..."
Escrito por sandrinha às 11h34
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caracol

imagem:http://www.spaceless.com
Da arquitetura ideal
ou
Da concha do caracol
Uma casa que cresce forte, estética helicóide-fractal, na mesma medida que cresce quem a habita. Uma casa nicho ninho que acolhe e protege seres frágeis e moles. Uma casa que é a extensão deste mesmo ser que a constroi. Maravilha do Universo!
A humanidade começou nas cavernas...
e o caracol em sua concha.
A humanidade constroi edifícios à prova de abalos sísmicos...
e o caracol em sua concha.
Para onde caminha a humanidade?
e o caracol em sua concha.
A humanidade come escargot ..."cof cof cof"...
e a concha... sobrevive linda e intacta.
Morre o artista, permanece a obra...
"não sei se essa é pra rir ou pra chorar" 
Escrito por sandrinha às 17h43
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no oco nu
o sumo cai
nipo-sex
haicai.
Escrito por sandrinha às 09h31
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"Tornar imprevisível a palavra não
será um aprendizado da liberdade?"
Gaston Bachelard
Escrito por sandrinha às 21h22
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Gizzzzzen
----------------------arrisco-me na risca de gizzzzzzz
---------------e o sono chega-------------------
Precário estado alerta de vida vazia de sentido
munido de argúcia astúcia.
Esperta desperta do sonho-realidade à
realidade-sonho e já não sei se o que vejo
é sonho e se o que sonho é realidade.
Só sei que sonho e realidade,
independente de serem a mesma coisa,
é tudo, é vida e é nada.
E encontro pazzzz naquele estado espacial
entre a vigília e o sono.
É assim que me acho e me perco
quando zero e infinito-me.
E isto talvezzz seja o que chamam
zzzzzzzzzzzzzen-------------------------
Escrito por sandrinha às 17h54
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imagem:http://www.spaceless.com
LEGO de gente grande. Bacana!
Escrito por sandrinha às 17h42
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Vovô João
Eu tive um avô que fazia poesia
Seu nome, João, significa alegria!
Escrito por sandrinha às 17h32
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substância
Substância
Será que somos feitos da mesma substância daquilo que descrevemos? A hermenêutica supõe que sim. E acho que isto faz sentido. Vejamos porquê.
Quando nos debruçamos a descrever algo necessariamente nos aprofundamos neste "algo". Porque para descrever é preciso entender e só se entende verdadeiramente em mergulhos profundos e assim, nadando, acabamos por formar guelras.
Não sou pessoa de profundidades. Isto significa que talvez tenha pouca ou nenhuma substância mas conheço gente que faz música em profundidades abissais e suponho que seu código genético já tenha se transmutado em claves, notas, solos e acordes musicais.
Escrito por sandrinha às 17h19
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Despecialista
Sou despecialista em quase tudo
mas me especializei em flutuar
na superfície das coisas
Meu vôo é rasteiro
meu mergulho, raso
minhas quedas não me causam danos
não me afogo há anos
arrisco-me em risco calculado
e labuto por um viver sossegado
Gosto de quase tudo
mas separo o joio do trigo,
só não aprendi a me especializar
senão por navegar
nas águas vastas do devaneio
E memórias que não fixei avisto
com os olhos d'alma à margem oposta
do espelho oceânico,
porque o ouro lusobantu em mim
vive
velado no inconsciente
pela nuvem de pó.
Escrito por sandrinha às 17h06
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Rio pra não Mar(ejar) os olhos
Escrito por sandrinha às 19h09
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so creepy!!!!!!
Mongha!!! Acabo de ser pega de assalto pelo som deste grupo e não consigo ficar parada na cadeira muito menos me concentrar para escrever algo interessante ( se é que eu escrevo algo de interessante, né?). Quem se interessar acesse:http://www.fronharecords.trix.net
Ah! Lá também tem + gente bacana que faz um som danado de bom!!! 
Escrito por sandrinha às 18h28
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está prosa
Quem dera ser proseira de mão cheia
e fazer contos de dar na teia
na beira quem me queira
na eira já fui
ceia
de jantar ao luar
num intenso macio beijar
e no tatame salvaguardar
o trepar no frio sem se queixar.
Escrito por sandrinha às 17h34
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revolução 1

imagem capturada do site :http://www.wumingfoundation.com
Parece tudo uma grande brincadeira. E quem disse que a vida não pode ser uma brincadeira? Do bem, é clero, e tem padre que numintende as coisa que tão pra nascente do rio que afunda pois credo não se descobre se inventa. Mas incobrir não é uma forma de desventar?
Temos um inventário nas mãos dos homens e mulheres sãos de mente pois somos todos sapiens demens. Loucos, frouxos de rédeas longas. Liberdades se inventam e são muitas que se podem ter no imundo desmundo que desmanda e manda.
Precisamos pensar em liberdades, novas contra-ideologias deslogicalmente frente às ideologias dos soberanos tiranos que arrastam devastam-nos todos mas resistiremos como brabos guerreiros de outras horas atrás e enfim faremos remos e fluiremos com maior fossilidade no rio da vida carcomida.
Escrito por sandrinha às 17h02
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ilusúrias
Ilusúrias
...e de ilusúrias é feito o amor quase per-feito.
Desse jeito encanto de olhar.
De dizer o que não diria se não fosse
aquela grade de cerveja.
E a mulher gosta desse jeito mesmo,
com gosto da bebida
preferida vida boa de instantes rápidos.
Redundância: e o instante não é rápido mesmo?
Instante Speed Racer.
Ilusões prateadas de amores sem prata no bolso
vaziozinho de poemas escritos de amor vadio
sadio no navio que parte às dez da noite e leva saudade
morna que invade a dona dos cabelos de odores jasmim
com mechas de cair nos olhos nus de lápis e rímel.
Mel na boca que lambe-lambe a língua de saliva viva
doce jeito de ser um homem de sentimentos profundidade,
luxúria bacanidade.
E a música rola solta, sua substância é o tempo.
E depois vai-se para os braços abraços noutras
plagas pragas de amores dores.
Mas flores nascem...
Tal qual a música somos feitos da mesma substância:
Tempo.
Sorte ou azar? Sei lá.
Só sei que é bom e tudo vira-mundo vivo movimento
incontrolável de ilusúrias miles.
Escrito por sandrinha às 10h50
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imagem capturada do link:http://www.spaceless.com
"O olhar é o fundo do copo
do ser humano"
Walter Benjamin
Escrito por sandrinha às 20h10
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imagem capturada do link:http://www.spaceless.com
E estes aí são os Eneida. Família bacaninha de dar gosto. São eles: Maciel, Nervoso, Hermana e Berro. Sabem tudo sobre como assustar crianças mas tem crianças que sabem utilizá-los em benefício próprio. Vejamos alguns exemplos:
Maria Magnólia menina danada que só ela não espera o dia nascer pra tirar sua irmana de jeito das malfadadas almofadas de algodões doces rosas de odores perfumados de crostas incrustadas cheias de ceras no ouvido de besta doida. Zé Ubaldo que sabia de tudo não relaxava na canção que osmoseava quando cuspia no chão raso do quintal famigliar e a macarronada servida em cachos no almoço, saborosa mesa farta de queijo e cova rasa pra defunta do vizinho ao lado que triste de amores malalimentados não quisera saber da hera dessa vida-coisa de minha Deusa e louvada crista de cavalo alado que partiu sem dizer nada do que acontecera no chão frio do estábulo crio duas vaquinhas leiteiras que pastam e ruminam o dia inteiro pra cê vê como é la vie. Ponteio todo dia e nada de arvorecer o mel da seiva nuclear surreal na beira-rio onde a luz redondeou, aí lembrei do Guimarães, o Rosa que mudava as palavras mas não perdia o sentido do florescer da história mas eu me perco na história, e no contexto, texto confuso que ninguém decifra porque não tem como entender nada de nadica e assim eu fino o poema-brosa brasa canto de doer.
Escrito por sandrinha às 15h14
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A imagem acima é da exposição "Mundo Pequeno" do coletivo Re:combo
no MAMAM (Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães) em Recife-PE.
MARAVILHOSA!!! . Para saber mais procure: http://www.recombo.art.br
Escrito por sandrinha às 20h23
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Naturando
foi-me fumo
foi-te fértil
foi-lhe folha
foi-nos faunos
foi-vos favos
foi-lhes folhas
Escrito por sandrinha às 15h27
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imagem do site:http://www.spaceless.com
Avulsos
Avulsos vultos nos postais da cidade vêm
chegando trêmulos de saudade crua e
dua a quem duer de febre
lebre sal
ti
tante
no instante macio do luar pálido.
Escrito por sandrinha às 12h45
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sonoridade
sonoridade
Já não sei quando começa tudo
e nada parece bastante suficiente.
A música sopra nos tímpanos, os sons
não vivem em conluio, eles sonorizam
e vivem livres no corpo de quem sente
a víboração rastejando silenciosamente
rente ao chão de acordes e dormes
no sonho que altero em pensamento.
Posso ouvir teus meus sonhos, quimera
nonsense quem dera fizesse de ti razão,
paixão e sonzão. Saca?
Escrito por sandrinha às 21h19
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Bandeiras

imagem do site:http://www.spaceless.com
Vento louco que agita cores
lindas pintas nas dores dos
mastros astros celestiais que
não sabem onde começa a dança
do alfabeto oriental musical
tal tao e luz revela sabores-cores
hummmmm.
Escrito por sandrinha às 21h03
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persistência

Bem, tô tentando, tô tentando. Lindo este cartaz, né? Não me lembro donde baixei. Queria inserir desenhos meus mas ainda não aprendi como fazer isto. Se é que posso fazer isso. De qualquer forma este blog não é de desenhos e sim de poesias, poemas-co(a)nto, humor, e o que me der na cabeça. É, porque as idéias se infiltram em mim sem que eu perceba. Não, não, nada de espiritismo. Só não sei mesmo explicar o meu processo criativo.
Escrito por sandrinha às 20h38
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tentativa
Olá!
Humhumhum, o que é que eu faço? Quero escrever, quero inserir imagens e não sei como utilizar as ferramentas... sou analfanet total. Vou publicar este início só pra poder visualizar o blog.
Até breve!!!
Escrito por sandrinha às 18h17
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