nganga_____________________adoro manga...


Multiplicando-se...

 

 

"Marcos é gay em São Francisco, negro na África do Sul, asiático na Europa, hispânico em San Isidro, anarquista na Espanha, palestino em Israel, indígena nas ruas de San Cristóbal, rockero na cidade universitária, judeu na Alemanha, feminista nos partidos políticos, comunista no pós-guerra fria, pacifista na Bósnia, artista sem galeria e sem portfólio, dona de casa num sábado à tarde, jornalista nas páginas anteriores do jornal, mulher no metropolitano depois das 22h, camponês sem terra, editor marginal, operário sem trabalho, médico sem consultório, escritor sem livros e sem leitores e, sobretudo, zapatista no Sudoeste do México. Enfim, Marcos é um ser humano qualquer neste mundo. Marcos é todas as minorias intoleradas, oprimidas, resistindo, exploradas, dizendo ¡Ya basta! Todas as minorias na hora de falar e maiorias na hora de se calar e aguentar. Todos os intolerados buscando uma palavra, sua palavra. Tudo que incomoda o poder e as boas consciências, este é Marcos."

Subcomandante Marcos

 

  Bandeira do EZLN

 

 

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Voltei, queridos e queridas, eu, o Ernesto voltei pra relaxar da campanha que tá foda, bicho! Também voltei porque Sandrinha disse que um leitor pediu pra eu voltar. Achei isso o máximo! Não que eu seja vaidoso mas isso significa que minhas histórias (memórias) eróticas agradaram. Mas hoje não vou contar outra Memória do Ernesto. Ao acessar ontem à noite este blog tive uma agradabilíssima surpresa. Sandrinha, amiga de muito bom gosto, publicou 3 fotos do Subcomandante Marcos. Ai, Cristo! Que homem lindo, quer dizer, suponho que seja porque com aquele par de ojos, nossa... daí depois fui dormir e vocês acreditam que eu sonhei com o sub Marcos? É verdade e obviamente foi um sonho erótico. Eis o sonho...

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 23h59
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Viva Zapata! Ao som de Besame Mucho

 

Estava no México, 1910, ano da Revolução. Integrado ao Ejército Libertador Del Sur, liderado por Emiliano Zapata. Opa! Zapata, não. Marcos? Sub Marcos? Sí, sí!!! Ulalá, que muchacho! Eu não sabia segurar uma porra de espingarda. E Marcos era Zapata ou Zapata era Marcos? Bem não importa, o que importa é que Marcos prestava muita atenção em mim. Não sei se me via como um problema, já eu que não tinha a menor vocação para guerrilheiro, ou se estava me achando bonito. Só sei que certa noite, numa cabana de um Pueblo (comunidade indígena independente), estava eu a cochilar e Marcos chegou fumando o seu cachimbo. Parecia alterado, estava desconfiado, ele não sabia se devia confiar tanto em Francisco Madero (adversário do ditador Porfírio Diaz), que prometera realizar a reforma agrária no México, caso conseguissem afastar Porfírio do poder.

Madero era um capitalista liberal. Era muita ingenuidade de Zapata (ops) Marcos acreditar nele. Bem, tentei acalmá-lo e lhe emprestei um livro de um anarquista : Ricardo Flores Magón. E Marcos (Zapata) criou o lema Tierra y Libertad! Marcos ficou bem entusiasmado comigo, todas a noites vinha me visitar na cabana e conversávamos horas a fio. Até que numa dessas noite ele chegou diferente, um olhar sedutor. E olha que loco: eu não era mais eu (coisa de sonho), eu era uma linda índia maia. Estava só de calcinha. Marcos se aproximou e beijou minha boca, tocou meus seios, beijo-os e mordiscou-os, eu fiquei excitado(a) e me deitei no chão. Ele enfiou a mão dentro da minha calcinha e mexeu no meu grelo intumescido. Gemi. Senti seu peso sobre mim. Não suportei tanto prazer e mordi seu pescoço, rasguei sua camisa, arriei suas calças e com os dentes, o livrei da cueca. Meus lábios roçaram a glande do seu caralho e então foi a vez dele gemer, seu pau tava duro, durinho, o pau mais delicioso que eu já vira e tocara. Olhava pra ele e lambia seu sexo, olhava e mordia seu falo mas não machuquei muito não. Lambi, chupei, mordisquei e ele já tava louco pra me penetrar, então abri as pernas e sentei em sua boca. Fi-lo lamber minha xota molhada de tesão. Depois escorreguei o corpo até seu pau e comecei a esfregar minha bucetinha suavemente na "cabecinha", até que o pau entrou. Aaaaai, minha xota agradeceu. Que caralho da porra! Ele sentou-se, e trepamos abraçadinhos. Aaah, que delícia de trepada. Gozamos... mas Marcos tinha muito pique e em poucos minutos, lambendo com sofreguidão seu pau, consegui que ele ficasse novamente em ereção, fiquei de quatro e ele lambeu meu cu. OOOOOH! Meteu o dedo lambuzado de manteiga e depois, devagarinho, foi enfiando seu caralho. Primeiro a “cabecinha”, ai , que delícia. Depois meteu tudo tudinho e eu gritava: ai meu amor vai vai vai... enfia tudo, esfola teu caralho dentro de mim. Nossa! Foi o máximo! E de repente comecei a ouvir: “ besame, besame mucho, como se fuera esa noche la última vez, besame, besame mucho, que tengo miedo perderte después..”. E El Sub chupou meu caralho.

 

Desenho de Keith Haring.

 

 

ACORDEI

 

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 23h55
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eleições

Debate? Prefiro um “dedinho de prosa”

 

Quer saber? Esses debates não servem pra nada. Não esclarecem nada e nem poderiam esclarecer. É na práxis que se julga o valor de um estadista. Nos projetos, nos programas, nas políticas públicas e nas realizações sociais. Não é na verborragia de um debate que se lê tudo isso. Principalmente quando se tem um candidato que só quer atacar o adversário. Os debates não são feitos para o povo. Os debates só interessam à oposição e a oposição quer aparecer, obviamente. Porque pra grande maioria do povo, Geraldo Alckmin é um estranho. Lula o povo conhece, se identifica. Mas Alckmin...

 

“Qui nome mais difici. Quem é esse?”

“Sei não, cumadi. Ocê intendi arguma coisa que ele tá falando?”

“Intendu não. Sabe, cumadi, Lula pode inté num ser lá grande coisa mas esse tal de Aukimi, nunca vi pintado”

“É, cumadi. Por isso eu voto no Lula. Ele eu cunheçu”

“É, e eu intendu tudinho que ele fala. Parece sincero, sufrido qui nem a gente. Né, cumadi?"

"É, o otro parece qui inventa. Vixe Maria!"

 

E a comadre se benzeu com medo do candidato Opus Dei.

 

 

 

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Viva Lula! Salve Latinamerica!

 

Hay lucha,

la lucha, labuta

diaria.

Hay hoz, la hoz,

la azada,

mano hinchada

y hay noche de estrellas

en el cielo del asentamiento

y en el suelo, el arado ara la tierra,

siembra estrellas rojas

de la constelación de octubre.

 

subcomandante insurgente sandrinha

Do Exército Lulista de Libertação Nacional (ELLN).

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 22h17
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"Não votarei em Alckmin por vários motivos. Representante da direita a mais conservadora possível, suas ligações com a Opus Dei -- o braço fascista da Igreja Católica -- são terrivelmente perigosas. Além do mais, com ele abre-se um caminho sem volta para possíveis privatizações da Petrobras e do Banco do Brasil. O que seria lamentável, em todos os sentidos. Para completar, o PSDB e o PFL não são confiáveis. Renomeados e mais sofisticados, não passam de uma nova UDN -- e a UDN, sabemos todos, foi o embrião da Arena, o sustentáculo político da ditadura militar"

(Moacy Cirne. In Balaio Vermelho)



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 10h45
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eleições

"é importante evitar que chegue ao poder um personagem perigoso, identificado com a Opus Dei, e com a versão mais brutal, repressiva e antipopular do capitalismo selvagem"

(Michel Löwy, sociólogo brasileiro, radicado na França. Agência Carta Maior).

 

Lula, pela América Latina

"(...)O governo Lula tem uma política externa que fortalece o Itamaraty e aposta no Mercosul como futuro espaço de integração. Sabe que toda movimentação regional está sob a espada de Dâmocles do Império e suas 22 bases militares na região. A oposição, ao contrário, defende uma integração subalterna, controlada por megacorporações. Em 29 de outubro, estaremos, entre outras coisas, definindo o rumo do bolivarianismo no continente. A derrota do atual governo será a vitória do nunca. Latinos e caribenhos precisamos de um segundo mandato de Lula. Dele, nesta primavera, depende a construção de uma nova rota que suture nossas veias abertas e leve luz a nossas vielas sujas.

Lula é a nossa fala. Com ele, nós e “nosotros vamos a platicar nuestra lucha”. Tupac Amaru e Zumbi estão em compasso de espera. Ou vencemos agora ou deixaremos às futuras gerações “a vida inteira que poderia ter sido e que não foi”. Por mais belos que sejam os versos de Bandeira, nossa trama não pode confirmá-los mais uma vez. Ousar com Lula é reinventar nossa poética".

(Gilson Caroni Filho. In Agência Carta Maior)



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 08h38
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Informe

Caros & caras,

Vocês devem estar sentindo falta dos textículos (pequenos textos) de Ernesto Gamuza (ou não?). Ele anda sumido desde o resultado do primeiro turno das eleições, quando quase teve um chilique por Lula não ter ganho logo de primeira. Isso o levou a engajar-se fervorosamente na campanha para tentar angariar votos dos eleitores indecisos e dos que votaram em Alckmin, trabalho este, hercúleo. Mas ele pode retornar ao blog a qualquer momento: Ernesto é imprevisível.

Ainda não contei a vocês que os pais de Ernesto foram comunistas, não é? Sua mãe, um doce de pessoa, foi engenheira sanitarista. Seu pai, não menos afetuoso, foi professor de história. Ambos foram militantes do Partidão e depois migraram para o PT. Ernesto se chama Ernesto em homenagem a Ernesto "Che" Guevara. Seu irmão é Emiliano por causa de Emiliano Zapata. E Rosa, a primogênita, recebeu o nome da flor mais vermelha por conta de Rosa Luxemburgo. Seus pais já faleceram mas deixaram a herança mais valorosa que uma mãe e um pai podem legar aos seus filhos: o amor e o aprendizado de indignar-se com as agruras do capital.

"...sejam sempre capazes de sentir no mais profundo, qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a qualidade mais linda de um revolucionário..." Ernesto Guevara de la Serna, El Che, em carta aos seus filhos.

Caros & caras, não surtei, sei perfeitamente que não estamos em Sierra Maestra. Mas votar em Lula pode ser o início de pequenas revoluções, silenciosas, discretas, lentas mas ainda assim revoluções.

Um abraço,

sandrinha.



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 19h47
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PT

constelação de outubro 

os astros não mentem jamais

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 23h21
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ojos del sub...

 

 

 

 eu sob sub marcos  

 

 ojos,  ojos...

 (a umidade)

 olho nos olhos de marcos

 vejo um clarão

 ele no céu

 (o espelho)

 eu no chão.



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 22h45
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eleições turno 2

"Como podemos ser livres se ainda acreditamos em gramática?" Nietzsche.

 

Estou convencida que o não-voto em Lula é um voto de preconceito. Se não, como explicar que Lula não tenha ganho no primeiro turno quando o Maluf, comprovadamente ladrão, foi eleito o deputado mais bem votado em São Paulo? Existe e persiste o preconceito de classe por parte das elites brasileiras. Lula ainda comete (hoje, cada vez menos) erros de português em seus pronunciamentos. Mas quem disse que falar correto significa ter sabedoria? Não estou dizendo que Lula é um sábio mas comparado ao FHC, Alckmin e tantos outros, ele é o Confúcio em pessoa.

Bem, na realidade estou tentando escrever um texto, um pequeno texto, sobre preconceito sócio-linguístico. Lula é apenas um pretexto, pra começo de conversa, haja visto o momento político no qual nos encontramos.

Vivemos em um país de analfabetos e semi-analfabetos. E muitos dos que sabem ler e escrever o fazem muito mal (até eu, que tenho curso superior, erro). Mas de quem é a culpa? Do aluno? Não, não, sabemos muito bem disso. E essa é uma das maiores maldades, perversidade mesmo, que as elites podem incutir no povo: fazê-lo sentir-se culpado por algo que ele não tem culpa. Fazê-lo acreditar-se "burro", "incapaz", "desnecessário". É assim que se oprime e deprime o Seu Amaro da Silva e a Dona Severina da Silva que pensam: "se não falo bem não sou inteligente e não posso ter poder sobre nada, não tenho capacidade de contribuir para um mundo melhor porque não sei como fazê-lo melhor".  

As elites infundem baixa auto-estima no povo. No entanto, idiota é essa burguesia que não sabe que Camões escrevia "ingrês" ao invés de "inglês". É isso mesmo, "ingrês" é português arcaico. Essa burguesia faz chacota quando uma pessoa humilde fala: "as casa" no lugar de "as casas" mas acha perfeitamente normal que, na língua francesa, o "S" final das palavras no plural seja mudo.

Não sou especialista em linguística (que risco estou correndo ao enveredar por essa vereda, hein?) mas parece que o ser humano, naturalmente, procura uma articulação mais fácil da pronúncia. Falar "tauba" é mais fácil que falar "tábua". Dizer "as casa" é melhor que "as casas". E é preferível ir "andano" que "andando". São soluções fonéticas mais econômicas, mais simples de articular. Pra que "compricar" ? Estou "teimano"  nisso porque a língua falada é livre, dinâmica, mutante e por isso, viva. Enquanto que o texto escrito (falo da forma, não do conteúdo) é conservador, estático, amarrado e leva décadas ou séculos pra mudar. Mas acaba mudando senão padece e morre (Entendam: estou me referindo à escrita formal, acadêmica. Não é o caso da escrita poética onde se pode inventar e subverter as palavras... Oh, grande Guimarães Rosa!).

Porém, defendo o direito a uma educação pública de qualidade, formal e acadêmica, para o povo porque, infelizmente, nesse mundinho pequeno e perverso da burguesia neoliberal quem não falar "inglês" ''corretamente" está lascado e mal pago.

Saber é poder.

 

(Quem tiver interesse em ler sobre preconceito sócio-linguístico procure os livros de Marcos Bagno como Língua de Eulália).

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 20h00
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Acuda!!!

Deu tilt no meu blog! E agora?! O poemeu endoidou!!! Mas confesso que gostei da interferência do acaso...  Terá sido O Sub Marcos, "envenenando a rede"? Não, não, foi o Mossad (serviço secreto de Israel), segundo o Marconi Leal.

Ôxe, agora voltou ao normal. Vai entender...

 

 

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 12h13
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poemeu

Poema sonolento (ou o cansaço da labuta)

 

 

Entre a vigília e o sono não sei  se penso.

Acho que não penso, ou penso?

Penso sem lucidez, idéias vêm desconexas.

É o início de um sonho?

Um som ao longe.

Não reconheço o ruído.

Desconheço a realidade.

A visão turva, a audição também.

E então escuto o som do telefone: acordara.



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 01h51
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eleições turno 2

(...)"Vou votar em Lula porque ele fez muita coisa. Eu ganho R$ 65 com o Bolsa Família. É pouco, mas é um dinheiro que me ajuda a botar comida em casa ou a comprar um remédio em caso de necessidade. Tenho uma sobrinha que recebe R$ 100 por estar na escola. Tem muita coisa boa que ele fez", afirmou Telma Lúcia da Silva, 44 anos, moradora da periferia de Recife.

O Bolsa Família injeta anualmente R$ 3,1 bilhões na economia da região, alcançando 5,5 milhões de famílias. O número corresponde a aproximadamente 22 milhões de pessoas. Somente em Pernambuco, 43% da população é atendida pelo programa, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social (...) 

www.noticias.terra.com.br/eleicoes2006



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 00h18
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+ submarcos

Palavras do Subcomandante Insurgente Marcos contra o neoliberalismo em Cancún, México/2003

"...A diferença entre eles e todos nós, não está nas bolsas de uns e outros. Ainda que as bolsas deles transbordam moedas e as nossas esperanças.

Não, a diferença não está na carteira, senão no coração.

Vocês e nós temos no coração um amanhã por vir, é dizer, por construir.

Eles só têm um passado que querem repetir eternamente.

Nós temos a vida, eles a morte.

Nós lutamos pela humanidade, eles pelo neoliberalismo.

Nós queremos a liberdade, eles querem nos fazer escravos..."

www.midiaindependente.org



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 23h05
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outubro vermelho

 

João Pedro Stédile apóia Lula

(...)A opção por Lula se explica estrategicamente. Stédile diz que na composição política do governo estarão forças de esquerda, de centro e de direita, e seria possível pressionar o presidente por uma inflexão mais à esquerda, embora Stédile ache que o segundo mandato começará com uma correlação de forças pior do que no primeiro mandato.

"Se as forças neoliberais avançarem, a tendência é que o conflito social se agrave e tenhamos revoltas populares antes do que imaginamos", previu. "Mas se os movimentos sociais se organizarem e lutarem, poderemos ter uma inflexão à esquerda".

Stédile afirmou que o MST nunca tomou posição partidária, mas que 90 por cento da base social do movimento vota no Lula. "O raciocínio é de que na atual eleição não há grandes alternativas. Esta eleição não produziu debate em torno de um projeto para o Brasil", criticou. "Votar no Alckmin seria aceitar o neoliberalismo. Na Heloísa Helena é um voto de protesto. Lula é o menos pior"(...).

www.noticias.terra.com.br/eleicoes2006



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 18h46
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Subcomandante Marcos

Na postagem anterior eu coloquei uma foto do Subcomandante Marcos capturada do site www.patriagrande.net/mexico/ezln mas dizem (não sei se é folclore) que o subcomandante não é apenas um: são vários. É a fragmentação da liderança. A revolução sem rosto. Isso é a cibercultura ou a anarco-cultura ou ainda a contra-cultura, como preferirem. 

"...Combatente da contra-informação

envenenando as redes

cyberpunk com fuzil na mão

disseminando a contra-hegemonia.

Salve Marcos!

Salve, salve!"

 (Fred Zero Quatro. Desafiando Roma).

Ah! Ouçam mundo livre s/a, qualquer disco dessa banda vale a pena ouvir. A música acima citada (parcialmente) é do disco Guentando a Ôia de 1996. Puxa! Dez anos se passaram...

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 17h27
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outubro vermelho

Editorial do Subcomandante Marcos na revista Rebeldia

Revista Rebeldia, Nº 1, Novembro de 2002.

Editorial do Subcomandante Insurgente Marcos.

"Diz Durito que a vida é como uma maçã.

E diz também que há aqueles que a comem verde, os que a comem podre e os que a comem madura.

Diz Durito que há alguns, bem poucos, que podem escolher como comer a maça: se num formoso arranjo de frutas, num purê, num destes odiosos (para Durito) refrescos de maça, num suco, num pastel, nas bolachas, ou no que manda a gastronomia.

Diz Durito que os povos indígenas se vêem obrigados a comer a maçã podre, que impõem aos jovens a digestão da maçã verde, que prometem às crianças uma linda maçã, enquanto as envenenam com os vermes da mentira, e dizem às mulheres que dão a elas uma maçã e só lhes dão meia laranja.

Diz Durito que a vida é como uma maçã.

E diz também que um zapatista, quando está diante de uma maçã, prepara-se cuidadosamente ao longo da madrugada e reparte a maçã pela metade com um golpe certeiro.

Diz Durito que o zapatista não tenta comer a maçã, que sequer repara se a maçã está madura, podre ou verde.

Diz Durito que, aberto o coração da maçã, o zapatista retira as sementes com muito cuidado, vá, lavra um pedaço de terra e as semeia.

Depois, diz Durito, o zapatista rega o pequeno broto com suas lágrimas e sangue e vela o crescimento.

Diz Durito que o zapatista sequer verá a macieira florescer, e muito menos os frutos que dará.

Diz Durito que o zapatista semeou a macieira para que um dia, quando ele não estiver, qualquer um possa cortar uma maçã madura e ser livre para decidir se a come num arranjo de frutas, num purê, num suco, num pastel ou num desses odiosos (para Durito) refrescos de maça.

Diz Durito que o problema dos zapatistas é este, semear as sementes e velar o seu crescimento. Diz Durito que o problema dos demais seres humanos é lutar para serem livres de escolher como comer a maçã que virá.

Diz Durito que aí está a diferença entre os zapatistas e os demais seres humanos: onde todos vêem uma maçã, o zapatista vê uma semente, vá e prepara a terra, planta a semente, cuida dela.

Quanto ao resto, diz Durito, nós zapatistas somos como qualquer outra pessoa. Talvez mais feios, diz Durito enquanto observa de rabo de olho como tiro o passamontanhas".



Subcomandante Insurgente Marcos

De alguma madrugada do Século XXI.
 
   O mais belo revolucionário da atualidade
 


Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 12h25
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eleições turno2

 

 Chico Buarque apóia Lula

 

Sobre a crise política:
"É claro que esse escândalo abalou o governo, abalou quem votou no Lula, abalou sobretudo o PT. Para o partido, esse escândalo é desastroso. O outro lado da moeda é que disso tudo pode surgir um partido mais correto, menos arrogante. No fundo, sempre existiu no PT a idéia de que você ou é petista ou é um calhorda. Um pouco como o PSDB acha que você ou é tucano ou é burro (risos).Agora, a crítica que se faz ao PT erra a mão. Não só ao PT, mas principalmente ao Lula. Quando a oposição vem dizer que se trata do governo mais corrupto da história do Brasil é preciso dizer 'espera aí'".

Preconceito de classe.
"O preconceito de classe contra o Lula continua existindo - e em graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca vi igual. Acaba inclusive sendo contraproducente para quem agride, porque o sujeito mais humilde ouve e pensa: 'Que história é essa de burro!? De ignorante!? De imbecil!?'. Não me lembro de ninguém falar coisas assim antes, nem com o Collor. Vagabundo! Ladrão! Assassino! - até assassino eu já ouvi. Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente. Inventaram plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição. Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram Lula assumir. 'Agora sai já daí, vagabundo!'.É como se estivessem despachando um empregado a quem se permitiu o luxo de ocupar a Casa Grande. 'Agora volta pra senzala!'. Eu não gostaria que fosse assim.Eu voto no Lula!A economia não vai mudar se o presidente for um tucano. A coisa está tão atada que honestamente não vejo muita diferença entre um próximo governo Lula e um governo da oposição. Mas o país deu um passo importante elegendo Lula. Considero deseducativo o discurso em voga: 'Tão cedo esses caras não voltam, eles não sabem fazer, não são preparados, não são poliglotas'. Acho tudo isso muito grave.

Hoje eu voto no Lula. Vou votar no Alckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o Lula tem mais condições de atender. Vai ficar devendo, claro. Já está devendo. Precisa ser cobrado. Ele dizia isso: 'Quero ser cobrado, vocês precisam me cobrar, não quero ficar lá cercado de puxa-sacos'. Ouvi isso dele na última vez que o vi, antes dele tomar posse, num encontro aqui no Rio".

Sobre o PSOL.
"Percebo nesses grupos um rancor que é próprio dos ex: ex-petista, ex-comunista, ex-tudo. Não gosto disso, dessa gente que está muito próxima do fanatismo, que parece pertencer a uma tribo e que quando rompe sai cuspindo fogo. Eleitoralmente, se eles crescerem, vão crescer para cima do PT e eventualmente ajudar o adversário do Lula.Papel da mídia.Não acho que a mídia tenha inventado a crise. Mas a mídia ecoa muito mais o mensalão do que fazia com aquelas histórias do Fernando Henrique, a compra de votos, as privatizações. O Fernando Henrique sempre teve uma defesa sólida na mídia, colunistas chapa-branca dispostos a defendê-lo a todo custo. O Lula não tem. Pelo contrário, é concurso de porrada para ver quem bate mais".

http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br




Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 22h40
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eleições turno 2

Mais do que nunca este mês precisa ser um

Outubro

Vermelho



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 13h41
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eleições turno 2

Hoje acordei bem mal. Estou preocupada com a situação política. O PT errou, errou feio e agora tá pagando por isso: vai haver segundo turno. Mas até aí tudo bem. O PT sempre foi para o segundo turno. Ele já conhece essa história. A gente só vai ter que trabalhar um bocado. E eu que, tirando por Pernambuco, onde Lula tava com 70 % de intenção de voto, achava que a eleição tava ganha. Ô sandra, acorda!! Sampa tem o maior colégio eleitoral do país. E infelizmente, apesar do ABC, o paulista não é um eleitor de esquerda. Os gaúchos são melhores nisso: Olívio Dutra tá no segundo turno.

Sei que, lendo esse texto, parece que eu estou defendendo o PT pelo PT. Não, não, leitores e leitoras. A minha preocupação é de ordem maior: preocupo-me com o povo brasileiro que nunca teve um presidente que falasse a sua língua, nem compreendesse suas necessidades mais urgentes. Nosso povo não merece ter um Alckmin como presidente da República, seria um enorme retrocesso na política brasileira. HH já disse que vai ficar neutra. Os eleitores do PSOL, que são de esquerda, "engoliram" HH, mas boa parte dos seus votos são de eleitores conservadores (de direita). Isso significa que muitos dos seus votos, no segundo turno, irão migrar para Alckmin. Vejam só o perigo. Sim, caros e caras. Vocês que anularam o voto, parem pra refletir e aprendam a separar o joio do trigo porque, por mais erros (e erros graves, sei disso) que Lula e o PT tenham cometido, houve avanços consideráveis. LULA NÃO É ALCKMIN!

Essa dita (maldita) "decadência" do PT é um sofisma. É preciso dar continuidade ao processo histórico de mudança (que é bastante lento) para que haja "progresso" democrático.

"É preciso ultrapassar a noção de progresso, ir além da noção de período de decadência, pois são (progresso e decadência) apenas dois aspectos de uma mesma coisa" Walter Benjamin (in Olgária Matos. A Rosa de Paracelso. Tempo e História. Cia das Letras).

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 08h21
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eleições

 Os Homossexuais

 

 

"A presença de homossexuais no PT, desde a sua origem, demonstra o compromisso com a luta pela cidadania homossexual. Um compromisso reafirmado no aprofundamento da participação política, por meio da realização da 1ª Conferência Nacional de Gays e Lésbicas do PT, em 2001; na defesa de propostas afirmativas incorporadas aos programas de governo ou na apresentação de projetos de lei, como o da parceria civil entre pessoas do mesmo sexo, apresentado na Câmara Federal por Marta Suplicy.
Esse apoio à organização do movimento vem se traduzindo também no crescimento numérico e social da Parada do Orgulho Gay, mobilização anual que em seu quinto ano aglutinou 250 mil pessoas numa marcha pela cidade de São Paulo, atraindo a simpatia e o respeito dos mais amplos setores da sociedade" (http://www.paginasdinamicas.com.br/pt_historia).

 

  É LULA DE NOVO COM A FORÇA DAS BIBAS!

Um abraço forte,

Ernesto.



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 20h08
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eleições

 “Tudo o que é sadio pode ficar doente”, defende Boff. “Essa doença não é mortal. Ela pode ser curada especialmente a partir da parte sã. Assim, vale a pena investir esperança no resgate do PT, bebendo do capital de esperança que não se esgota no PT e, por isso, não deixa que a crise vire uma tragédia. A parte sã vai curar a doente, e o organismo PT poderá continuar a desempenhar sua missão histórica de inauguração de outro tipo de política, de outra forma de inclusão do povo e de outra maneira de contribuir para uma globalização menos vitimatória da grande maioria da humanidade” (Leonardo Boff. Leituras da Crise, Fundação Perseu Abramo).

Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 11h30
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eleições

 "...Qual é a minha expectativa, e por que eu sou petista, e por que com todos os desastres deste partido, eu continuo nele? Porque acho que temos um processo histórico lento a realizar, que começou muito antes de mim, e que os meus bisnetos vão finalizar. É um processo pelo qual você vai desalojando a classe dominante dos seus principais pólos de poder. Você não fará mudanças com a sociedade brasileira do jeito que ela é - vertical, autoritária, hierarquizada e violenta. Muito menos com a classe dominante que nós temos: a mais primitiva e a mais bárbara que se possa imaginar. Nestas condições, em termos de mudança estrutural, você fará muito pouco. Mas o que se pode fazer, e isso é a tarefa de um partido de esquerda, é ir ganhando espaços de poder e de força para ir desalojando essa classe dominante de postos estratégicos na sociedade, na política e na economia. Isso envolve não só as questões econômicas e sociais, mas um trabalho no plano da desmontagem da ideologia. E é um processo que só os movimentos sociais e partidos de militância à esquerda podem fazer" (Marilena Chauí).


Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 00h08
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Memórias do Ernesto 4

Textículo 4 (ao som de balido de cabra)   

Eu tinha apenas 12 anos de idade, os hormônios andrógenos ainda não haviam se manifestado drasticamente. Minha cútis era de moça. Quase não tinha pêlos no rosto e corpo. Minha voz confundia-se com a de uma menina. Morava em Campina Grande, onde nasci e vivi até os meus 20 e poucos anos mas tinha um tio solteiro que morava em Taperoá, município do semi-árido paraibano. Ele criava umas cabras pretas e eu, como quase toda criança, adorava a natureza. Gostava de mato, árvore, bicho... e um dia tio Adriano me convidou pra passar umas férias na sua fazenda, em Taperoá. Fui animadíssimo, principalmente porque estava curioso em conhecer as tais cabras pretas. Tio Adriano zelava por mim com muito afeto. Eu podia sentir isso no seu olhar. Amei as cabras pretas mas fiquei um pouco assustado quando, certa noite, vi meu tio em pé, de calças arriadas, por trás das ancas de um cabrita. Ele movimentava-se pra frente e pra trás: estava fodendo o animal. E a cabrita em alto balido gritava: beeeh, beeeeeh!!

Fui correndo até onde estava meu tio e, indignado, gritei com ele. Ele sorriu e perguntou se eu não queria tentar também. Na hora achei a proposta nojenta mas confesso que fiquei curioso. Baixei o calção e meu pênis estava flácido. Meu tio se ajoelhou diante de mim e tocou meu pau. Fiquei sem reação, gostei da sensação. Depois ele me chupou e eu quase gozei em sua boca. Pegou outra cabrita e a postou diante de mim. Penetrei a cabrita com sofreguidão e gozei pela primeira vez dentro de alguma coisa (punheta eu já sabia bater). Tive um sono agitado e pouco dormi. No dia seguinte acordei cedo, andei a cavalo com tio Adriano e tomamos banho de riacho nus. Meu tio olhava meu corpo com pouca discrição e eu enrubesci...

À noite ele veio ao meu quarto. Inconscientemente eu já aguardava aquela visita. Me despi e fui pra debaixo das cobertas. Quando ele entrou no quarto fiquei excitado e logo me lembrei das cabritas. De quatro fiquei. Ele aproximou-se e meteu as mãos entre minhas coxas, abriu minha nádegas e lambeu meu ânus. Depois enfiou o dedo indicador e eu gemi. Pedi pra chupar sua rola e ele me mostrou aquela maravilha em ereção: caí de boca...  Aí tio Adriano passou vaselina no seu pau e também passou no meu fiofó. Depois só me lembro de ter sentido sua pica dura penetrando o meu cuzinho, "doce cuzinho", dizia ele. Doeu, doeu pra caralho mas depois veio o prazer. Assim me descobri uma bichinha. Ô bichinho, inesquecível... E lá fora as cabritas baliam: BEEEEEHH!!!

 

FIM

 

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 22h25
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eleições

  Encontros Setoriais

   
24/10/2005  Tese da Chapa Feminismo e Socialismo: reconstruir uma ação feminista no PT
 

“Feminismo e socialismo – reconstruir uma ação feminista no PT”.

 

A construção do PT, no início da década de 1980, foi um marco importante na organização dos setores populares no Brasil. O movimento de mulheres no Brasil, que se destaca na América Latina por sua vinculação à militância de esquerda e do movimento popular, desde as suas origens, fortaleceu a construção de uma forte identidade de um setor de militantes feministas com a proposta do Partido dos Trabalhadores. O feminismo foi, desde o início, parte constitutiva desse projeto, fruto da militância de centenas e centenas de militantes do movimento de mulheres, de ativistas feministas que enraizaram a incorporação do feminismo como parte da experiência do PT.

A luta pela igualdade entre mulheres e homens germinou, nos diversos momentos de sua história e, ao mesmo tempo, no diálogo e em contraponto com os partidos da esquerda em nível mundial, que é o campo onde se formou e se relacionou o PT. Afinal, a luta contra a desigualdade, a indignação contra a opressão, a perspectiva de construção de um mundo sem exploração, se via profundamente incompleta com a persistência da desigualdade entre homens e mulheres. Uma questão nem sempre percebida e avaliada pelos partidos de esquerda em sua real magnitude. Não foram poucas as vezes que os militantes e o movimento socialista em sua trajetória internacional relegaram a uma posição secundária a proposta da igualdade entre mulheres e homens.

Na história brasileira, as militantes feministas petistas tiveram uma valiosa contribuição na construção do movimento de mulheres, com um papel decisivo em sua ampliação e enraizamento no movimento social e na construção de uma referência socialista para um campo importante desse movimento. Um forte setor deste movimento, em sua base social mais ampla, se identificou com o Partido dos Trabalhadores e depositou nele parte de suas esperanças de alterar a profunda desigualdade entre mulheres e homens em nossa sociedade. Afinal, a perspectiva de um feminismo socialista não dissocia a luta pela superação da opressão sexual da necessidade de profundas mudanças sociais e da ruptura com as brutais desigualdades de classe e étnico-raciais. Por esta razão, consideramos indispensável que o partido se identifique, de forma efetiva, com a subversão dos padrões, dinâmicas e valores que se fundam na hierarquia opressora das relações de gênero.

(...)

Chapa “Feminismo e socialismo – reconstruir uma ação feminista no PT”.

 

O texto dessa tese continua e é longo, inclusive com críticas veementes e pertinentes ao governo Lula mas... em qual governo? Em qual partido? As questões feministas e socialistas são ouvidas e discutidas ?  A Coordenadoria da Mulher foi criada no governo petista, até então nenhum governo pensara nisso. Portanto:

 

Feministas Socialistas, UNI-VOS!!!

Votemos novamente:

LULALÁ!!!

Abraços e beijos,

sandrinha,

"sem medo de ser feliz".

 

 

 
 


Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 14h36
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eleições

"...voto nulo espontâneo não anula eleição. Ele serve como um protesto individual e, matematicamente, somente reduz o montante dos votos válidos. O 'spam do voto nulo revolucionário' era mesmo apenas um spam. Como aqueles que prometem telefones gratuitos ou a sorte no amor" (Fernando Gouveia, assessor do gabinete da vereadora e candidata a deputada federal pelo PT/SP, Sonia Francine).

   Sonia Francine , a Soninha, 39 anos, sensível, inteligente, engajada, despojada, sabe tudo de futebol e além de tudo é bonita. Se eu morasse em Sampa votaria nela.

Já aqui em Pernambuco as opções estão muito restritas. Pra deputado federal nem sei ainda em quem votar. Se votar na legenda meu voto vai provavelmente ajudar Maurício Rands, que tá na direita do PT (isso nunca!). Pra deputado estadual voto em Tereza Leitão (PT) da área de educação ou Isaltino Nascimento (PT), ligado ao movimento indígena e apoia o movimento gay.  Pra senador, à esquerda, só temos duas opções: Luciano Siqueira do PC do B ou Jorge Gomes do PSB, fico com este último. Governador é Humberto Costa (PT) e presidente... precisa dizer?

Um abraço,

sandrinha.

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 17h10
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"...Aí um analista amigo meu disse que, desse jeito, não vou viver satisfeito, porque o amor é uma coisa mais profunda que uma transa sensual. Deixando a profundidade de lado, eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia..." (Belchior. Divina Comédia Humana). 

Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 21h15
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Memórias do Ernesto 3

Textículo 3 (ao som de Je t'aime, moi non plus de 1969) 

 

Sou paraibano mas moro em Recife há quase 20 anos. Sei que o bar Savoy é histórico. Em seus tempos áureos (década de 70) foi reduto de artistas, poetas, intelectuais, políticos e boêmios em geral. Infelizmente hoje é um bar decadente...

Estava eu a andar, dia desses, à noite, pela Av. Guararapes, tinha bebido "umas" com meus amigos no bar Central, próximo ao Parque 13 de maio - um bar bem bacana do Recife atual - e me deu aquela vontade de mijar. Como não costumo urinar na rua - péssimo hábito de certos machos - aguentei firme até chegar ao bar Savoy. Entrei e fui direto ao banheiro. Aliviado, saí tranqüilo. Sentei numa mesa e pedi mais uma cerveja. Foi quando avistei, sentado a uma mesa próxima da radiola de ficha, um homem aparentando ser um pouco mais velho que eu (tenho 45). Ele estava só e sorriu pra mim. E que sorriso...ai, Cristo! Não resisti e me aproximei.

- Boa Noite.

- Bonsoir - disse ele, um francês charmosérrimo.

Pardon mais...Comment s'appelle vous? - disse eu, no meu francês de estudante.

- Henri, et vous?

- Ernesto.

Nos cumprimentamos com um aperto de mão. Henri convidou-me a sentar à mesa e perguntou?

- Qu'est-ce que vous faites dans la vie?

- Je suis architecte - respondi meio bobo e nervoso sem saber se conseguiria manter um diálogo em francês. Então disse - Excusez moi, je ne parle pas français très bien, moi.

Henri falou que ele é que deveria se desculpar já que estava num país de língua portuguesa e só falava francês.

- Tu veux écouter une chanson? - perguntou-me.

- Quelle chanson?

- Surprise.

- Tu veux que je devine?

- Oui - disse o francês com seu charme blasé.

Não adivinhei. Henri levantou-se e foi à radiola de ficha. Escolheu o clássico erótico de Serge Gainsburg com sussurros de Jane Birkin: Je t'aime, moi non plus  (nonsense sarcástico).

O Savoy já estava vazio. Os garçons cochilavam. Fomos ao banheiro e...

- "...Oh mon amour... tu es la vague, moi l'île nue...".

- "...Je t'aime, je t'aime, moi non plus...".

Aaaai, naquela noite me senti a própria Jane Birkin...

 

FIM

 

 



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 21h35
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Dedinho de Prosa

Sandrinha: Não existe fidelidade, não existe traição. Será que o amor existe? Ou será secreção?

Ernesto: Ma chérie, uma coisa posso te garantir: sem secreção não há amor possível.

Sandrinha: Oui, oui, bien sûr, mon ami!

(...)

Sandrinha: Ernesto, o Fidel acredita que a humanidade é potencialmente bissexual. O que você pensa disso?

Ernesto: Ai, o Fidel é uma louca! Eu mesmo sou apenas monossexual, ou melhor, Mona sexual.

Juntos: Rarararararararara...



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 20h49
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Memórias do Ernesto 2

                                                                   

 Textículo 2 (ao som de Walk on the Wild Side)

Lá estava eu numa daquelas madrugadas de carência roxa e apetite verde lodo. Estava sóbrio. Também, pudera, bebera todas na noite anterior. Caminhava pela calçada beira-rio da rua da Aurora em direção à Rua Dr.José Mariano. Ouvia, no walkman, Walk on the Wild Side do grande Lou Reed (thu thuru thuru thu thuru thu thuru thuru thu thuru thu...). Parei na cabeça da Ponte da Boa Vista e fiquei plantado ali mesmo, com minha jaqueta de couro preta, minha calça jeans azul desbotada e meus coturnos pesados como a minha alma. Sonhava ser capturado por um alienígena ou um príncipe encantado, dá no mesmo. Tinha que ser alguém que me tirasse da "lama", pelo menos naquela madrugada de lua minguante. Eu estava à míngua, atolado, desde o último romance desfeito. Encostei-me num poste e acendi um cigarro. Não tardou e um rapaz montado numa Harley Davidson parou na minha frente. Desceu da moto com muita elegância e aproximou-se do jovem carente (eu, obviamente). Olhou nos meus olhos e seu olhar me arrastou com a força das vagas de seus azuis, olhos de ressaca (alguém aí se lembrou de Capitu?). Imediatamente me abraçou beijando minha boca. Passou a mão na minha bunda e me levou pra debaixo da ponte. A maré estava baixa e sob a estrutura de concreto armado ficamos muito à vontade. Ele abriu o zíper de sua calça de couro de camaleão e botou pra fora o caralho em ereção. Ajoelhei-me e chupei aquela rola dura e macia. Baixei as calças e fiquei de quatro. Me ofereci como uma puta, já nem tinha mais pregas no cu: "me fode, amor, me fode toda". Ele enfiou tudo, só faltou os ovos. E eu gritava e gemia dizendo: "caralho da porra, é assim que eu gosto, vai vai". O rapaz de lindos olhos azuis gozou dentro de mim... Depois eu bati uma punheta e ele, com muita ternura, abriu a boca e recebeu minha pica dura e a dose de porra... Jorge era seu nome, ele me atolou na lama do mangue e partiu sem deixar telefone. Mas sobrevivi, feliz, numa madrugada mais ardida que pimenta.

FIM



Escrito por sandrinha e/ou Ernesto às 21h51
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Divagações

Moçada (parece até que eu tenho muitos leitores), ontem o Ernesto postou, né? Gostei da estréia dele no nganga. Hoje quem vai postar sou eu. Coisa pouca :só um pensamento (ando sem tempo pra blogar). Ei-lo:

Devagar e sempre.

Retificando:

Divagar, sempre.



Escrito por sandrinha às 14h59
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